Joe Bonamassa - B.B. King's Blues Summit 100

B.B. King's Blues Summit 100

16º álbum de estúdio​

Era

Virtuosismo sem Armadura (2026–presente)

8.4

Nota média
de sites de crítica

Um altar elétrico para o Rei do Blues

B.B. King’s Blues Summit 100 soa menos como um álbum tradicional e mais como um grande salão da fama em chamas, onde cada convidado entra para prestar reverência sem apagar a própria identidade. O disco celebra o centenário de B.B. King com respeito quase acadêmico, mas nunca engessado, equilibrando fidelidade histórica e energia contemporânea.

A curadoria de Joe Bonamassa privilegia emoção e narrativa, evitando virtuosismo vazio. Há solos incendiários, mas sempre a serviço da canção, com destaque para os diálogos entre guitarras e vocais cheios de alma. Algumas faixas soam longas e cerimoniais demais, refletindo mais tributo do que reinvenção, mas o peso simbólico e a execução impecável sustentam o projeto como um dos registros mais ambiciosos do blues moderno.

Destaques

16 – Chains And Things (com Gary Clark Jr.)
3 – To Know You Is To Love You (com Michael McDonald, Susan Tedeschi e Derek Trucks)
7 – When Love Comes To Town (com Slash, Shemekia Copeland e Myles Kennedy)

Menos ouvidas

14 (Disco 2) – When My Heart Beats Like A Hammer (com Dannielle De Andrea)
1 (Disco 2) – How Blue Can You Get (com Warren Haynes)

Fatos interessantes

• O álbum foi concebido para celebrar os 100 anos de nascimento de B.B. King, mas acabou se transformando no maior projeto colaborativo da carreira de Joe Bonamassa.

• Com 32 faixas, o disco ultrapassa o formato tradicional de tributo e se aproxima de um arquivo histórico vivo do blues moderno.

• Bonamassa atuou mais como curador do que como protagonista, escolhendo convidados que representassem diferentes fases, estilos e gerações do blues.

• Vários guitarristas participantes optaram por usar timbres e abordagens minimalistas, em respeito à filosofia de B.B. King de “tocar menos e dizer mais”.

• Algumas gravações utilizaram amplificadores vintage e guitarras semiacústicas similares às usadas por B.B. King em estúdio e ao vivo.

• Buddy Guy, amigo pessoal de B.B. King, foi convidado como símbolo de ligação direta com a era clássica do blues elétrico.

• O álbum evita releituras radicais ou fusões modernas excessivas, priorizando arranjos tradicionais e estrutura blues de 12 compassos em várias faixas.

• Glenn Hughes e Jimmy Hall foram escolhidos para representar a ponte entre o blues e o rock, refletindo a influência de B.B. King fora do gênero.

• A crítica destacou que, apesar do elenco extenso, o álbum mantém coesão sonora graças à produção uniforme de Kevin Shirley.

• Bonamassa afirmou que este é o projeto que ele gostaria que jovens músicos ouvissem para entender o blues como linguagem emocional, não apenas técnica.

Produção

Kevin Shirley, Joe Bonamassa

Mudança de line

Bonamassa assume o papel de curador musical, abrindo espaço para convidados de diferentes gerações do blues, algo mais expansivo do que em seus trabalhos solo recentes.

Formação

Joe Bonamassa – guitarra, voz

Músicos adicionais
Buddy Guy, Eric Gales, Kenny Wayne Shepherd, Christone “Kingfish” Ingram – guitarra
Bobby Rush – voz
Kirk Fletcher – guitarra
Josh Smith – guitarra
Glenn Hughes – voz
Jimmy Hall – voz
Various session musicians – baixo, bateria, teclados

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